Essa não é uma história inventada para apresentar o Axapetz. É a história real que o criou — com dor, busca, desespero, e um final que ainda emociona quem ouve.

Se você já perdeu um animal, vai entender cada linha do que vem a seguir.

O dia em que o Pitoco sumiu

O Pitoco é um gato mestiço de pelo longo, com manchas escuras, barriga branca e olhos azuis que parecem olhar fundo demais. Ele é o gato da minha esposa — e de toda a família, na prática. Daqueles que têm personalidade, que ocupam espaço, que deixam a casa mais viva só de existir.

Pitoco, gato mestiço de pelo longo com olhos azuis, mascote do Axapetz — São José do Rio Preto SP. Três fotos: Pitoco sentado elegante, Pitoco com a boca aberta bocejando, e Pitoco deitado na calçada.
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O Pitoco em três momentos — elegante, expressivo e descansando. Esse é o gato que, sem querer, deu origem ao Axapetz.

Em 2025, ele fugiu de casa. Não foi um adeus. Foi um sumiço silencioso, do tipo que deixa a dúvida cruel: será que ele voltou? Está num quintal perto? Alguém o pegou? Foi atropelado?

Essa dúvida — quem já passou sabe — é pior do que qualquer certeza.

Três semanas sem dormir direito

Nos dias seguintes, a rotina da nossa família mudou completamente. Minha esposa e minhas filhas saíam à noite com o pote de ração do Pitoco, chamando pelo nome dele em cada esquina. Aquele barulho específico — chacoalhar a ração, chamar em voz baixa — que qualquer dono de gato conhece e usa quando está desesperado.

Colamos cartazes nos postes. Batemos nas portas dos vizinhos. Deixamos posts em grupos de bairro. Perguntamos para quem passava.

E não tínhamos nenhum canal centralizado para pedir ajuda. Nenhuma plataforma local. Nenhum lugar onde a comunidade de Rio Preto se reunisse especificamente para isso. Cada tentativa era isolada, manual, cansativa — e com alcance mínimo.

Foram 3 semanas assim. Saindo. Voltando sem ele. Tentando de novo no dia seguinte. Quando completou três semanas, a palavra que ninguém queria dizer começou a aparecer nas conversas: talvez ele não volte mais.

O reencontro — e o susto

Certo dia, ele apareceu. Não em casa. Numa calçada perto, mancando. Magro de um jeito que dói ver. Praticamente só osso coberto de pelo.

A perna traseira direita estava quebrada em três lugares.

Ele estava escondido numa casa abandonada próxima à nossa. Sozinho. Sem comer direito. Sofrendo calado, como gatos fazem — eles escondem a dor até o limite. Só voltou quando não aguentou mais ficar parado.

O alívio de encontrá-lo foi imediato. O pavor do estado em que ele estava, também.

Quando já havíamos perdido as esperanças, ele apareceu numa calçada mancando, magro, praticamente só osso. A perna traseira direita estava quebrada em três lugares.

Quatro meses de recuperação

Levamos o Pitoco ao veterinário no mesmo dia. O diagnóstico confirmou o que os olhos já diziam: três fraturas na perna traseira direita. Para recuperar os ossos, ele precisaria de uma prótese.

Foram quatro meses de tratamento. Curativo, medicação, restrição de movimento, acompanhamento veterinário regular. Quatro meses do Pitoco aprendendo a confiar na perna de novo — e da família aprendendo a cuidar de um animal em recuperação ortopédica.

Hoje ele está bem. Ainda aprendendo a andar com naturalidade, mas bem. Com fome, com voz, com personalidade intacta. Quem vê o Pitoco hoje não imagina o que ele passou. E é exatamente assim que tem que ser.

A pergunta que mudou tudo

Ainda com o Pitoco se recuperando em casa, veio a pergunta que não saía da cabeça:

E se houvesse um canal só para isso em Rio Preto?

Um lugar gratuito. Local. Onde qualquer pessoa pudesse publicar um alerta em minutos e toda a comunidade da cidade fosse acionada. Onde quem encontrou um animal perdido pudesse cruzar com quem está procurando. Onde adoção e informação sobre proteção animal estivessem no mesmo lugar.

Três semanas de busca solitária, cartazes colados na chuva e saídas noturnas com pote de ração poderiam ter sido muito diferentes com uma ferramenta assim.

Foi aí que nasceu o Axapetz.

O Pitoco hoje — mascote oficial sem saber

O Pitoco não faz ideia de que é o mascote e a maior inspiração do Axapetz. Ele continua sendo o que sempre foi: um gato exigente, afetuoso nos próprios termos, que ocupa o sofá como se fosse dele — porque, convenhamos, é.

Mas toda vez que um alerta é publicado no site e um animal é encontrado, é um pouco do Pitoco que está naquele reencontro.

🐾 Está procurando seu pet?

Não passe pelo que passamos. Publique um alerta gratuito agora e deixe a comunidade de Rio Preto te ajudar.

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